Contos fantásticos
Rubén Darío (2014)
Brochura, miolo em papel pólen bold 90gr, 112págs.
Formato: 20x12,5cm.
Tiragem de 50 exemplares.
Tradução e apresentação de Camilo Prado.
Revisão de Márcio Simões.
Ilustrações de Enrique Ochoa.

R$ 20,00 (+ R$ 7,00 - registro módico)

Rubén Darío (1867-1916) é muito mais conhecido como poeta do que como contista. Ainda que sua obra poética seja pequena em comparação àquela em prosa. Considerando seus contos, novelas, textos autobiográficos e ensaios, sua poesia é próxima de um terço das suas obras completas. Mas esta fama de poeta em detrimento daquela de prosador, deve-se a força de sua poesia. Talvez ele seja o único ao qual se pode sem exageros dar o epíteto de o maior poeta das Américas. Ele é o primeiro poeta hispano-americano a ultrapassar o Atlântico e levar o modernismo à Espanha. Todas as crianças hispano-americanas o estudam na escola; todos os poetas hispano-americanos o conhecem. Pois ele não é apenas um poeta nicaragüense, ele é um poeta pan-americano.
Mas um poeta que, se foi ávido leitor de Victor Hugo e Paul Verlaine, também foi de Allan Poe, Adolfo Bécquer e Villiers de L’Isle-Adam. É na proximidade desses que se encontram seus contos fantásticos. Evidentemente com o traço firme de sua originalidade, que se poderia resumir em algumas características: brevidade, um senso muito próprio de humor e determinada cor local, melhor, continental. Esta última característica, por exemplo, encontramos aqui com muita evidência nos contos “D. Q.”, “A larva” e “Huitzilopoxtli”.
Porém, suas histórias não são propriamente “terroríficas” e não visam causar medo, mas muito mais entreter o leitor através da magia da linguagem. Uma linguagem graciosa e onírica, ora leve, própria de textos de revista, ora intelectual e irônica, própria da estética modernista da qual ele foi o grande arauto em nosso continente. 

"O Modernismo foi para mim o movimento literário mais importante da literatura espanhola e foi muito injusto quando se disse que tudo o que eles escreveram já estava mais ou menos prefigurado e talvez ultrapassado em Hugo, em Verlaine. Mas esses livros estavam ao alcance de todos e no entantanto nem todos foram Rubén Darío."
Jorge Luis Borges


Contos: Thanathopia / O pesadelo de Honório / A estranha morte de frei Pedro / D. Q. / O conto de Martín Guerre / Conto de Páscoas / O pássaro azul / Conto de véspera de Natal / O caso da senhorita Amélia / O Salomão negro / A larva / Huitzilopoxtli.

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