Rodrigo Octavio
Aristo - pastoral - 2014
Brochura, em papel pólen soft 80gr, 100págs.
Formato: 20x14cm
Organização e posfácio de Camilo Prado.
Tiragem de 50 exemplares
Reprodução integral da 2ª edição (1906)
Com as ilustrações originais [em vermelho] de Matitta e Raul Pompeia
Coleção Arquivo Decadente.

R$ 25,00 (+ R$ 5,00 - registro módico)


“Publicada em 1889, a narrativa merece todas as veras de precursora, não só da prosa de ficção simbolista como do próprio movimento em que se insere. Surpreende, que uma obra desse gênero, surgindo naqueles anos esteja tão adaptada aos moldes decadentes e simbolistas. E tenha despontado no meio literário onde ainda não havia tomado corpo a nova idéia. Certamente ninguém se deu conta das novidades que trazia, mesmo que as considerasse fruto da influência de literatos estrangeiros. Seja como for, aparecendo antes da definição histórica do nosso Simbolismo, Aristo é uma obra nitidamente simbolista e decadente. (...) Pode a narrativa ter envelhecido para o nosso gosto e a história do filósofo e de Eulália cheirar a ultra-romantismo fantástico, mas é impossível negar-lhe a qualidade, nada desprezível nem secundária, de precursora da ficção simbolista.”

Massaud Moisés
História da literatura brasileira


"Aristo é a primeira obra em prosa, no Brasil, a qual podemos acrescentar o adjetivo “decadente”. É curioso que nela encontramos até um elemento chave do Decadentismo: nevrose, que aqui só viria a ser comum mais tarde. Todo o clima da novela é em atmosfera decadente, ou pelo menos de transição, transição do Romantismo para o Decadentismo. Seu início “crepuscular”, sua insistência na melancolia, no noturno e na solidão, o estilo arrastado, sanguinolento, envelhecido, bucólico, pessimista, dão o tom perfeito para que a obra possa ser vista como pertencente à estética decadente, próprio do decadentismo francês. Aristo é, assim, um irmão de espírito de des Esseintes (Huysmans, 1884), de Axël de Vausperg (Villiers, 1890), de Hugues Viane (Rodenbach, 1892), um homem desencaixado da sociedade humana. Neste caso, um filósofo pessimista e retraído do mundo.
Na carta a João do Rio, para o livro O momento literário, Octavio escreve: Fiz versos e escrevi o Aristo, uma novela que ninguém leu nem conhece, mas que é o meu livro mais significativo e mais meu. De então para cá a minha obra, quer na fatura, quer no sentimento, quer na respiga do assunto, ressente-se das circunstâncias atropeladas em que tem sido feita.”

[do Posfácio] Camilo Prado

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