A estátua de sal
Leopoldo Lugones (2014)
Brochura, miolo em papel pólen bold 90gr, 116págs.
Formato: 20x12,5cm.
Tiragem de 50 exemplares.
Tradução e apresentação de Camilo Prado.
Revisão de Floriano Martins.

R$ 20,00 (+ R$ 6,00 - registro módico)

Leopoldo Lugones (1874-1938), um dos mestres da literatura fantástica argentina, foi poeta, crítico, contista, historiador, ensaísta, helenista (tradutor de Homero) e um inconstante em política. Segundo Borges, “se tivéssemos que reduzir num homem todo o processo da literatura argentina, esse homem seria indiscutivelmente Lugones”. Teve entre seus amigos Rubén Darío e Horacio Quiroga.
Ele é um desses escritores modernos, plenamente em dia com seu tempo, que não desprezou a tradição clássica. O que fez dele um autor que pôde criar obras perenes: velhas histórias bíblicas revisitadas em “A chuva de fogo” e “A estátua de sal”; um vívido e mitológico mundo grego entrevisto em “Os cavalos de Abdera”; ou Dante em “Francesca” e Shakespeare em “Vovó Julieta”, são provas de seu classicismo e, ao mesmo tempo, de sua verve criativa.
Por outro lado, sendo poeta, nos contos ele não abandona a poesia. A história de “Vovó Julieta”, como notou Borges, é uma das suas “melhores páginas”. É de uma melancolia árdua e pesada como muitos dos seus versos. Sua força maior, no entanto, está na evocação de um além da realidade, uma evocação do passado, do mítico, do esotérico, que conduz o leitor ao fantástico, a um fantástico sempre repleto de tristeza.
Aqui estão reunidos nove contos que darão ao leitor uma prova da grandeza deste (entre nós) tão pouco conhecido escritor argentino. Seu sabor é um tanto amargo, sombreado de cores escuras e em tons de alheamento, tal como é próprio do fantástico, sua dimensão humana, no entanto, é pungente. Ainda que nem todos os contos sejam fantásticos, nesta seleção se incluem suas histórias mais conhecidas, sendo alguns contos inéditos em português.


Contos: Os cavalos de Abdera / Francesca / A estátua de sal / Vovó Julieta / Yzur / A amante impossível / A chuva de fogo / O homem morto / Um fenômeno inexplicável.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Nephelibatas em movimento