H. P. Lovecraft - A Música de Erich Zann (2011)
Brochura, em papel pólen soft 80gr, 140págs.
Formato: 20x13,5cm.
Tiragem de 60 exemplares.
Tradução de Renato Suttana.

R$22,00 (+ R$6,00 - registro módico)

"Howard Phillips Lovecraft (1890-1937) nasceu em Providence, Rhode Island, nos Estados Unidos. Interessou-se desde cedo pela ciência e por suas conquistas modernas, bem como pelo ocultismo. Passou em retiro a maior parte de sua vida adulta, dedicando-se à composição de histórias de terror e de sobrenatural que influenciariam o desenvolvimento da moderna ficção científica.
Sua escrita, de teor imaginativo e não raro poético, desdobrando-se em estilos narrativos que combinam a ilusão de autenticidade e a verossimilhança com os lances mais extraordinários da invenção, é povoada por figuras aterrizadoras, tais como extraterrestres e monstros misteriosos, que se interligam numa saga de teor mitológico cujas facetas se entremostram em contos de conteúdo metafísico." [RS/CP]

[Contos : Celephais / Do além / O executor elétrico / A tumba / A música de Erich Zann / O forasteiro / O alquimista]

Leia o prefácio completo aqui.
Os Fungos de Yuggoth aqui.

Renato Suttana (1966) é professor da Universidade Federal da Grande Dourados e autor dos livros Visita do fantasma na noite (2002), O livro da noite (2005), João Cabral de Melo Neto: o poeta e a voz da modernidade (2005), Bichos (2005), Uma poética do deslimite: poema e imagem na obra de Manoel de Barros (2009), Fim do verão (2009), Bicicletas (2010) e Qualquer um (2010), além de outros editados em formato eletrônico na internet. Tem traduzido para o português contistas e poetas de língua inglesa e espanhola 

Outras publicações de Renato Suttana pela Nephelibata:
Outros Bichos (2011), poesia.
Um Cavaleiro no Céu (2011) de Ambrose Bierce, contos.

Cantos (2014) Giacomo Leopardi, poesia.

video



H. P. Lovecraft - Os Fungos de Yuggoth (2011)
Brochura, em papel pólen soft 80gr, 112págs.
Formato: 20x14cm.
Tiragem de 60 exemplares.
Edição bilíngüe: português/inglês (texto não espelhado).
Tradução de Nicolau Saião.

R$ 18,00 (+ R$ 6,00 - registro módico)

“Sendo os Fungi, como são em grande parte, uma simulação de poesia, vão ao encontro no outro lado do espelho das surpreendentes efabulações engendradas pelo Autor que, diga-se a talhe de foice, nunca viu um livro de sua lavra ser dado a lume em editora profissional e jamais recebeu em vida (e muitos anos após a sua morte) a menor consideração dos habitantes desses lugares onde, presumivelmente, se fazem as sólidas reputações dos escritores ou dos pretendentes: as universidades e as academias d’aquém e d’além mar.
No que respeita aos Fungi, sublinhe-se que o acervo a partir do terceiro poema se dispersa enquanto unidade conseqüente — e é isso precisamente que, a meu ver, faz o seu encanto e acaba por lhe conferir outra significação mais poderosa. Ao excursionar num mundo a meio caminho entre o sonho e as encenações, digamos, de cariz cinematográfico experimental tal como hoje as conhecemos (HPL era um cinéfilo fervoroso, posto que o não confessasse a todos), o autor deixa perceber que estaria no seu primeiro intuito ir singrando numa progressão dentro da qual se passaria dum texto a outro numa seqüência temática lógica e pautável que seria como que o diário de uma experiência limite no mundo lírico terrorífico. Mas como num relato surreal, ou onírico, o que está em baixo passa a estar em cima ou dos lados; os poemas vão aparecendo sem que aparentemente haja uma razão lógica para estarem ou não estarem naquele ou noutro sítio. Porque aparece este no décimo-segundo lugar? E porque não em sétimo, em vigésimo ou em quinto? Na verdade, os poemas são na sua maior parte primos carnais dos seus contos, o mundo neles descrito é tributário do das novelas mas transfigura-se, transmuta-se e finalmente, no derradeiro poema, revela a sua real figura, o seu espelho filosofal. Em os Fungi, deliberadamente ou não, Lovecraft conta de facto histórias em verso, histórias condensadas ou fragmentárias que, por subtil inflexão, deixa que apontem noutra direcção dependente de um mundo “mais real que este que conhecemos”(sic). O tom próprio das baladas irlandesas, das canções de taberna ou de marinheiros (que todas ele conhecia bem) ou os laivos emprestados por E. A. Poe, são o veículo de que se serve para que elas se tornem significativas, verossímeis ou mesmo possíveis. Ficaremos totalmente esclarecidos se lermos e consultarmos os seus outros poemas (a lista completa vai em anexo). HPL, que modestamente se considerava um escritor de segunda ordem, efectuou sempre, com alguma angústia, à mistura uma navegação à vista, mas olhando frequentemente para bem longe. Sendo fundamentalmente um entusiasmado leitor (aprendeu a ler aos três anos e nunca mais parou), era um navegador sem norte e sem estrela, emendo: com a estrela da maravilha, mesmo que horrífica e devastadora, um poeta seminal que a exemplo do sucedido com outro feiticeiro — Raymond Chandler, mediante as novelas policiais — precisamente devido à sua ingenuidade frente ao sublime, à sua sinceridade na simulação, continua a encantar-nos.” [Nicolau Saião]
*
“Quando, aos dezesseis anos, li Lovecraft pela primeira vez, uma sensação de encantamento me acometeu. Era então este o autor cuja literatura eu ouvira diversas vezes a roda dos amigos de meu pai elogiarem quer pela sua capacidade inventiva quer pelos mundos de estranheza que descrevia?
A breve trecho percebi que o que fazia a magia deste escritor tão original era a imensa capacidade de criar um realismo sem as fronteiras habituais de tempo e lugar. Na obra de H. P. Lovecraft, seja nos contos, seja nos poemas, seja na sua correspondência, sentimos como que um alargar das possibilidades do que é concebível e verificável, de tal modo significativo que acaba por nos devolver a confiança nos poderes dum pensamento criador ao mais alto nível.” [João Garção]

Conteúdo deste volume :
Prólogo: HPL e os monstros simulados.
Os poemas: Os Fungos de Yuggoth / Funggi From Yuggoth.
Anexos: Lovecraft e a Lua Negra / Última carta de Lovecraft / Alguns poemas de Lovecraft além dos Funggi / Lovecraft, o profeta dos abismos.

Nicolau Saião (Monforte do Alentejo, 1949, Portugal): Poeta, tradutor, publicista, ator-declamador e artista plástico. Proferiu palestras e participou em mostras de Mail Art e exposições em diversos países. Autor de Os objectos inquietantesFlauta de PanOs olhares perdidos [publicado no Brasil pela editora Escrituras, 2006], Passagem de nívelO armário de MidasEscrita e o seu contrário (a publicar). Tem colaboração dispersa por jornais e revistas nacionais e estrangeiros (Brasil, França, Estados Unidos, Cabo Verde, Argentina...).

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