A quimera - Dino Campana
Plaqueta em papel pólen bold, 36págs.
Formato 12x16cm.
Tiragem de 50 exemplares.
Edição bilíngüe: italiano/português.
Dino Campana [1885-1932]: A Quimera (Montagna − La Chimera)
Tradução: Gleiton Lentz.

[esgotado]

"Dois anos antes da publicação de seu único livro publicado em vida, os Cantos Órficos, o poeta italiano Dino Campana [1885-1932] já havia publicado alguns de seus poemas em revistas literárias como Il Papiro e Il Goliardo. Em dezembro de 1912, nas páginas da revista bolonhesa Papiro, publica o poema Montagna — La Chimera, sob o pseudônimo de Campanone; esta será a primeira versão publicada do célebre A Quimera dos Cantos Órficos, de 1914. Na mesma edição publica Dualismo — Ricordi di un vagabondo (Lettera aperta a Manuelita Tchegarray), poema dessa vez firmado com o pseudônimo de "Din-Don"; a mesma "carta aberta" será incluída em seu livro sob o título Dualismo, não obstante uma série de variações. As três composições presentes nesta plaquette — formato próprio para um poeta tipicamente maldito — dão-nos uma mostra da poesia de Dino Campana, antes, portanto, da publicação dos Cantos Órficos [tradução publicada pela Nephelibata em 2004], cujo livro foi o primeiro a introduzir, em solo italiano, os poèmes en prose, típico procedimento já usado pelos simbolistas franceses, ou os poemetti in prose, como os chamava o próprio poeta. Isto, com exceção do poema A Quimera, escrito em verso livre, e que também já manifesta uma inequívoca transgressão da tradição." [Gleiton Lentz].



Dino Campana
Cantos Órficos (2004)
Brochura, 180págs.
Formato: 20x14cm.
Tiragem de 30 exemplares.
Edição bilíngüe: italiano/português.
Tradução, introdução e notas de Gleiton Lentz.

[esgotado]

"Poeta italiano, Dino Campana (1885-1932), foi causa de muitas incertezas no campo literário, ora por motivos poéticos, ora pelo rechaço social que o envolveu. Contudo, a poesia do único maledetto das letras itálianas é aquela que, em ausência da crítica, e realmente contra a crítica, do acaso resultou em um amanhecer. Sua única obra deixada em vida, os Cantos Órficos (1914), retomavam e propunham, de um modo original, na Itália, a grande tradição da poesia simbolista, enriquecendo-a, no entanto, com todas as novas experiências, em particular o orfismo. Seus versos, poemas em prosa, encontram seu núcleo na ânsia de alcançar uma verdade que se lhe apresenta permeio a um caos místico, seu símbolo visivo, e nele instilam imagens em sobressaltos, lampejos, fragmentos que tais quais uma fenda sobre o mar do ser oferecem o espasmo do inexprimível e a ruptura da construção lógica pela busca de um ritmo musical envolvente e único.
Desta forma, a tradução que ora chega é a primeira a apresentar, no Brasil, a partir de um exame meticuloso do original, os Cantos Órficos em seu texto integral, em edição bilíngüe, que, tal como os sentidos ocultos que se encontram atrás da ordem aparente das coisas, é núncia igualmente de uma miríade de segredos que vêm expressos em formas intricadas, cuja compreensão se dá somente a poucos iniciados." [Gleiton Lentz]



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