Contos de Folhetim Francês I (2016)
Paris Invadida Por Um Flagelo Desconhecido
Brochura, capa em papel mi-teintes 160gr
miolo em papel pólen soft 80gr
Formato: 20x14cm - 156págs.
Tiragem de 70 exemplares
Organização e tradução de Camilo Prado
Revisão de Celina de Almeida

R$ 30,00 (+ R$ 6,00 - registro módico)

Em fins do século XIX e início do século XX, Paris, que já havia sido invadida pelo fenômeno do Folhetim, teve, por dentro dos folhetins, uma segunda invasão: a Littérature populaire. Vindo na esteira de autores como Jules Verne, H. G. Wells e Arthur Conan Doyle, além de seguir os passos do gato negro de Allan Poe e os delírios mórbidos de E. T. A. Hoffmann, uma trupe de escritores “populares” deu liberdade absoluta à imaginação. Abriu espaço para o surrealismo e, junto com os expressionistas, deu as bases imaginativas da arte cinematográfica do século XX. Eis aqui, portanto, um livro para os amantes do cine B, da literatura de terror e das aventuras fascinantemente inverossímeis...
  Quanto ao estilo propriamente... são histórias tão desenfreadas quanto aquelas da literatura gótica, mas com a diferença de que são curtas e que entre ambas já se havia dado o Romantismo, o Realismo, o Decadentismo, e se estava em plena euforia das novas técnicas de comunicação, a fotografia ainda era novidade, nascia o cinema, divulgavam-se novas idéias na biologia, na física, na sociologia, e muita coisa começava a ser movida por eletricidade.
  Foi então em nome da Imaginação que esses escritores de folhetim criaram uma literatura que hoje na França chamam de littérature populaire. Arrancaram do mundo da imaginação as coisas mais estranhas, bizarras, assustadoras – e, às vezes, divertidas, por que não? – para com elas povoar o cotidiano dos leitores franceses. Suas plantas carnívoras, seus mortos-vivos, seus mundos misteriosos, seus personagens desvairados, suas descobertas incríveis, suas invenções assustadoras – haverá o leitor de notar –, posteriormente entraram para o universo do cinema.
  Nessa literatura, o real e o imaginário se mesclam e se confundem de tal maneira que pouco importa os dados históricos, a psicologia dos personagens, a preocupação com o estilo. Importa apenas arrastar o leitor para aventuras distantes, idéias insanas, mundos impensados, enfim, para o reino do “puramente literário”.


Esta antologia contém:

  Em nome da Imaginação (prefácio)
Um envenenamento no século XXI (1887) de Jean Rameau
As núpcias da morta (?) de Maurice Leblanc
A Nepente (1907) de J. Joseph Renaud
Paris invadida por um flagelo desconhecido (1907) de Georges Rouvray
Aquilo?... (1908) de Maurice Level
A terrível experiência do Dr. Cornélis Bell (1910) de Gaston-Ch. Richard
A última tortura (1912) de André de Lorde
Outros homens que estão no mundo (1920) de Pierre de La Batut
A torre do pavor (1923) de G. Gustave Toudouze
No ventre de Huitzilopochtli (1924) de Gustave Le Rouge
A mais louca inverossimilhança (1927) de R. A. Fleury





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