A Coleção Nimbus tem por objetivo levar aos raros leitores da Nephelibata uma coleção de contos e novelas de escritores malditos, esquecidos, ignorados, novos ou clássicos, a um módico preço. A seleção, tradução – quando é o caso – preparação de texto e revisão são feitos com o cuidado e a qualidade que o leitor da Nephelibata já conhece; a disposição do texto e o tamanho das fontes, bem como a cor do papel, são recursos escolhidos especialmente para lhe proporcionar uma boa leitura. [Organização de Camilo Prado]


O arpoador - Xavier Marques (2008)
Brochura, miolo em papel pólen bold 90gr, 54págs.
Formato: 20x12,5cm. 2a. edição.
Tiragem de 50 exemplares.
Coleção Nimbus-1. Com uma introdução de Pedro Kilkerry.
A presente edição segue a ortografia da 2a. edição, a do volume Praieiros, de 1936.

R$ 10,00 (+ R$ 5,00 - registro módico)
Aquisição: edicoes.nephelibata@gmail.com


Nem só de lixo literário é composta a Academia Brasileira de Letras. Houve um tempo, perdido na memória literária do país, em que um e outro Literato, por não se sabe qual acaso, incluía-se na Academia. Um desses Literatos é Xavier Marques (1861-1942), escritor baiano, mestre da narrativa praieira, único em seu estilo, autor que fez do ambiente de seu litoral o elemento de uma arte universalmente merecedora de apreço. Pertence ao pequeno número daqueles que podemos sinceramente chamar Imortais, não por pertencer à Academia, mas por ser um Escritor. A Nephelibata, cumprindo seu objetivo — do raro ao raro: do raro autor ao raro leitor — inicia aqui o justo trabalho de escavar na História o nosso ouro literário. [Camilo Prado].
"Xavier Marques e a sua obra, não sabemos distinguir. O homem não preconcebe, a arte não lhe sofre adstrições de escola. Ao assunto, que é quase sempre uma face da vida simples ou de pescadores e barqueiros, a alma desses irmãos do mar e das ondas glaucas, em seus fluxos e refluxos de paixão meridiana e doçura de vésperas, sabe unir, com uma felicidade constante, o processo que escolhe. Tine-lhe a frase ou afogueia ou amortece oportunamente como os sentimentos em luta ou harmonizados dos seus personagens. É que Xavier vive em suas criações de arte, que se podiam sintetizar nesta expressão — “o belamente real da existência”." [Pedro Kilkerry].



A estranha morte do Prof. Antena
- Mário de Sá-Carneiro (2007)
Brochura, miolo em papel pólen bold 90gr, 58págs.
Formato: 20x12,5cm. 2a. edição.
Tiragem de 50 exemplares.
Coleção Nimbus-02. - Grafia: português de Portugal.

R$ 10,00 (+ R$ 5,00 - registro módico)
Aquisição: edicoes.nephelibata@gmail.com


Eis aqui duas novelas exemplares do luso-egocêntrico, em que verdade e imaginação se mesclam e se anulam, como em dias de névoa a montanha e a floresta, o caminho e o rio... Filho legítimo do fim-de-século europeu, Sá-Carneiro, como tantos outros, traz a lógica científica e filosófica para a literatura, não para teorizar, mas para expandir inda mais a imaginação, oscilante entre ficção científica e nefelibatismo.
Mário de Sá-Carneiro nasceu em Lisboa em 1890; estudou e viveu em Paris por vários anos; colaborou na revista literária portuguesa Orfeu. Entre seus escritos destaca-se a novela A confissão de Lúcio, obra-prima do Simbolismo português. Suicidou-se tomando “cinco frascos de arseniato de estricnina”, aos 26 anos, em abril de 1916. [Camilo Prado].
[Novelas: A estranha morte do prof. Antena seguida de O homem dos sonhos.]



Uma velha casa submarina - Camilo Prado (2007)
Brochura, miolo em papel pólen bold 90gr, 60págs.
Formato: 20x12,5cm. 2a. edição.
Tiragem de 50 exemplares.
Coleção Nimbus-03.

[esgotado]


Existe um espaço velado e distante, uma espécie de mundo supra-real, em que um escritor inquieto e miserável, cansado da mesmice que o rodeia, pode, à custa d’algum esforço não se sabe de que ordem, buscar imagens antagônicas à realidade e mesclá-la com a vida chocha dos comuns, apresentando assim, ao leitor, uma bizarra galeria que se movimenta longe das ruas...
E a Musa está aí? talvez; desnudada em uma noite escura, enojada de conduzir ao belo, bêbeda e risonha...
[Contos: Uma velha casa submarina, seguido de O clube.]



A estátua de sal - Leopoldo Lugones (2014)
Brochura, miolo em papel pólen bold 90gr, 116págs.
Formato: 20x12,5cm.
Tiragem de 50 exemplares.
Coleção Nimbus-04.
Tradução e apresentação de Camilo Prado.
Revisão de Floriano Martins.

R$ 18,00 (+ R$ 6,00 - registro módico)

Leopoldo Lugones (1874-1938), um dos mestres da literatura fantástica argentina, foi poeta, crítico, contista, historiador, ensaísta, helenista (tradutor de Homero) e um inconstante em política. Segundo Borges, “se tivéssemos que reduzir num homem todo o processo da literatura argentina, esse homem seria indiscutivelmente Lugones”. Teve entre seus amigos Rubén Darío e Horacio Quiroga.
Ele é um desses escritores modernos, plenamente em dia com seu tempo, que não desprezou a tradição clássica. O que fez dele um autor que pôde criar obras perenes: velhas histórias bíblicas revisitadas em “A chuva de fogo” e “A estátua de sal”; um vívido e mitológico mundo grego entrevisto em “Os cavalos de Abdera”; ou Dante em “Francesca” e Shakespeare em “Vovó Julieta”, são provas de seu classicismo e, ao mesmo tempo, de sua verve criativa.
Por outro lado, sendo poeta, nos contos ele não abandona a poesia. A história de “Vovó Julieta”, como notou Borges, é uma das suas “melhores páginas”. É de uma melancolia árdua e pesada como muitos dos seus versos. Sua força maior, no entanto, está na evocação de um além da realidade, uma evocação do passado, do mítico, do esotérico, que conduz o leitor ao fantástico, a um fantástico sempre repleto de tristeza.
Aqui estão reunidos nove contos que darão ao leitor uma prova da grandeza deste (entre nós) tão pouco conhecido escritor argentino. Seu sabor é um tanto amargo, sombreado de cores escuras e em tons de alheamento, tal como é próprio do fantástico, sua dimensão humana, no entanto, é pungente. Ainda que nem todos os contos sejam fantásticos, nesta seleção se incluem suas histórias mais conhecidas, sendo alguns contos inéditos em português.

Contos: Os cavalos de Abdera / Francesca / A estátua de sal / Vovó Julieta / Yzur / A amante impossível / A chuva de fogo / O homem morto / Um fenômeno inexplicável.



O amigo dos espelhos - Georges Rodenbach (2008)
Brochura, miolo em papel pólen bold 90gr, 58págs.
Formato: 20x12,5cm. 2a. edição.
Tiragem de 50 exemplares.
Coleção Nimbus-05.
Tradução de Camilo Prado.

R$ 10,00 (+ R$ 5,00 - registro módico)
Aquisição: edicoes.nephelibata@gmail.com


"Georges Rodenbach (1855-1898) nasceu em Tournai, Bélgica, e faleceu em Paris, onde passou seus últimos anos e onde conviveu com os grandes do Simbolismo francês, como Stéphane Mallarmé, Villiers de l’Isle-Adam e Goncourt. Na Bélgica, em sua juventude, fundou a importante revista literária La jeune Belgique com seus amigos Maurice Maeterlinck e Émile Verhaeren. Poeta e prosador, Rodenbach é autor de treze obras poéticas, algumas novelas e romances e dois livros de contos. Bruges-la-morte é sua obra mais conhecida e traduzida em diversos países, inclusive no Brasil. Le rouet des brumes (O caminho das brumas), da qual foram selecionados os 5 contos que aqui constam, é uma obra póstuma, composta de breves narrativas onde loucura, morte e melancolia se combinam com graciosa harmonia de cores. Não estranhe o leitor se nelas encontrar um pouco de “psicanálise”, é que talvez Freud também tenha bebido aqui..." [Camilo Prado].
[Contos: Um entardecer/ O amigo dos espelhos/ Uma transeunte/ Sugestão/ A realização].



Alguns poetas do hospicio - João do Rio (2007)
Brochura, miolo em papel pólen bold 90gr, 54págs.
Formato: 20x12,5cm. 2a. edição.
Tiragem de 50 exemplares.
Coleção Nimbus-07.
- A presente edição segue a ortografia do português da época (1909).

R$ 10,00 (+ R$ 5,00 - registro módico)

"João do Rio (1881-1921) viveu e vivenciou seu lugar e seu tempo, o Rio de Janeiro dos primeiros anos do século XX, então capital do Brasil. Dele fez-se um cronista único, não apenas pelos temas de sua pena, mas também pelo seu estilo humorístico, sarcástico e, às vezes, cínico. Escreveu além de crônicas (Jornal de Verão; Cinematographo; Snobismos), contos (Dentro da Noite), ensaios (As Religiões no Rio; O Momento Literário) e uma peça (Última Noite). Suas traduções de Oscar Wilde ainda hoje são elogiadas e publicadas.
Nesta seleção do Cinematographo, publicado pela primeira vez em 1909, o leitor poderá constatar a atualíssima pena do cronista em A policia de costumes, considerar sua maestria literária em A casa dos milagres, reconsiderar os andarilhos em Chuva de land-trotters e rir com Alguns poetas do hospicio... " [Camilo Prado].
[Crônicas: A policia de costumes/ A Casa dos Milagres/ Chuva de land-trotters/ No paiz dos Genios/ Alguns poetas do hospicio].



O cirurgião do mar - Gabriele D'Annunzio (2008)
Brochura, miolo em papel pólen bold 90gr, 50págs.
Formato: 20x12,5cm. 2a. edição.
Tiragem de 50 exemplares.
Coleção Nimbus-08.
Tradução de Gleiton Lentz.

R$ 10,00 (+ R$ 5,00 - registro módico)
Aquisição: edicoes.nephelibata@gmail.com


"Nas últimas décadas do ensombrado século XIX, Gabriele D’Annunzio compôs grande parte das novelas que em 1902 culminaram na coletânea Le novelle della Pescara. De inspiração muito próxima ao naturalismo francês e dos veristas italianos, D’Annunzio desenvolveu uma técnica descritiva ao mesmo tempo objetiva e cruel: em suas novelas não existe outra inquietação do que a própria inquietação física, tudo é uma intensa vibração de carne e de sangue, e as narrativas que se seguem dão-nos uma mostra disso.
Gabriele D’Annunzio nasceu em 1863, em Pescara, na região italiana de Abruzzo; fixou-se em Roma e depois em Paris. Ao fim da 1ª Grande Guerra, retirou-se à sua residência no Lago de Garda, onde faleceu em 1938." [Gleiton Lentz].
[Contos: O cirurgião do mar, seguido de Vígilia fúnebre]. [Com duas ilustrações p/b].


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O Monte das Almas e outras lendas
Gustavo A. Bécquer (2011)
Brochura, miolo em papel pólen bold 90gr, 66págs.
Formato: 20x12,5cm. 2a. edição.
Tiragem de 50 exemplares.
Coleção Nimbus-09.
Tradução de Gleiton Lentz.

R$ 10,00 (+ R$ 5,00 - registro módico)
Aquisição: edicoes.nephelibata@gmail.com


Gustavo Adolfo Bécquer (1836-1870) nasceu em Sevilha. Por volta de 1854, partiu para Madri, onde passou a dedicar-se quase que exclusivamente à literatura, escrevendo ensaios e novelas. Viveu anos na miséria até tornar-se redator do El Contemporaneo. Em 1858, achando-se doente, afastou-se para a cidade de Toledo, onde publicaria sua primeira seleção poética, Rimas. Faleceu aos 34 anos, em dezembro de 1870.
Publicadas originalmente em periódicos, entre os anos de 1861 e 1863, as Lendas revelam, através de um estilo suscetivelmente vago e apurado, um lado misterioso do romantismo literário espanhol; registro arqueológico e artístico da intrigante Idade Média”. Contos: O Monte das Almas; Um raio de lua; A voz do silêncio; O gnomo.



A alma da máquina - Baldomero Lillo (2008)
Brochura, miolo em papel pólen bold 90gr, 66págs.
Formato: 20x12,5cm.
Tiragem de 50 exemplares.
Coleção Nimbus-10.
Tradução de Gleiton Lentz.

R$ 10,00 (+ R$ 5,00 - registro módico)
Aquisição: edicoes.nephelibata@gmail.com

"Baldomero Lillo Figueroa (1867-1923) nasceu em Lota, província de Concepción, Chile. Por problemas de saúde e falta de interesse pelos estudos regulares cursou apenas até o segundo ano de Humanidades. Por sua formação precária, afirma-se que era autodidata, sobretudo em seu aprendizado de Literatura, em que encontrou a obra de Émile Zola. Isso, aliado ao seu conhecimento das minas de carvão, bem como da vida social dos mineiros chilenos, com o qual ele teve contato, possibilitou-lhe fazer um amplo panorama dos interiores das minas, bem como dos mineiros: seus estados de espírito, suas ânsias e desesperos, suas vidas condenadas, desde a infância, ao sofrimento e à humilhação.
Baldomero, no entanto, não é mero discípulo de Zola. Sua escrita é própria de um homem sensível ao seu ambiente e fiel à escrita que conta algo, indiferente às formas fixas. É um espírito que, mesmo respirando o ar do amplo pacífico sul, olhou para os subterrâneos existentes às suas margens e mergulhou sua pena no sangue e na alma humana, aqui pela primeira vez traduzida ao leitor brasileiro.
Suas principais obras são Sub terra (1904) e Sub sole (1907)." [Camilo Prado].
[Contos: A alma da máquina/ Inamível/ As neves eternas/ El Chiflón del Diablo/ A revista].




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Flores fúnebres - Villiers de L'Isle-Adam (2009)
Brochura, miolo em papel pólen bold 90gr, 86págs.
Formato: 20x12,5cm.
Tiragem de 50 exemplares.
Coleção Nimbus-13.
Tradução, introdução e notas de Camilo Prado.

TIRAGEM ESGOTADA:
NOVA EDIÇÃO EM BREVE

"Os contos aqui selecionados dão uma mostra da diversidade da crueldade em Villiers. Não vou dissecar os contos, nem indicar onde se encontra seu caráter cruel, pois creio que isso pode ameaçar o prazer da leitura; limito-me, no entanto, a indicar que três contos desta seleção fogem às características do cruel: em É de se confundir!, Lembranças ocultas e A incompreendida. Isso para o leitor não pensar que a escrita de Villiers se reduz a estampar formas de crueldade; digamos que isso nele é apenas uma forte característica. Há muitas outras: a filosófica, a poética, a política, etc. O que é relevante afirmar, repito, é que nenhum outro contista escreveu tantos contos cruéis como ele. Daí ser um título muito bem acertado o de Contes cruels para sua primeira reunião de contos, publicada em fevereiro de 1883. Além disso, Villiers escreveu poesias, teatro e romances, além de uma infinidade de outros textos diversos, onde a crueldade e o sarcasmo também estão presentes, mas não em tão alto relevo como em seus contos." [Camilo Prado].
[Contos: A tortura pela esperança / É de se confundir! / Lembranças ocultas / Flores fúnebres / O tratamento do Doutor Tristan / Os bandidos / Vox populi / A incompreendida / O assassino de cisnes].


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Contos fantásticos - Rubén Darío (2014)
Brochura, miolo em papel pólen bold 90gr, 112págs.
Formato: 20x12,5cm.
Tiragem de 50 exemplares.
Coleção Nimbus-14.
Tradução e apresentação de Camilo Prado.
Revisão de Márcio Simões.
Ilustrações de Enrique Ochoa.

R$ 20,00 (+ R$ 5,00 - registro módico)
Aquisição: edicoes.nephelibata@gmail.com

Rubén Darío (1867-1916) é muito mais conhecido como poeta do que como contista. Ainda que sua obra poética seja pequena em comparação àquela em prosa. Considerando seus contos, novelas, textos autobiográficos e ensaios, sua poesia é próxima de um terço das suas obras completas. Mas esta fama de poeta em detrimento daquela de prosador, deve-se a força de sua poesia. Talvez ele seja o único ao qual se pode sem exageros dar o epíteto de o maior poeta das Américas. Ele é o primeiro poeta hispano-americano a ultrapassar o Atlântico e levar o modernismo à Espanha. Todas as crianças hispano-americanas o estudam na escola; todos os poetas hispano-americanos o conhecem. Pois ele não é apenas um poeta nicaragüense, ele é um poeta pan-americano.
Mas um poeta que, se foi ávido leitor de Victor Hugo e Paul Verlaine, também foi de Allan Poe, Adolfo Bécquer e Villiers de L’Isle-Adam. É na proximidade desses que se encontram seus contos fantásticos. Evidentemente com o traço firme de sua originalidade, que se poderia resumir em algumas características: brevidade, um senso muito próprio de humor e determinada cor local, melhor, continental. Esta última característica, por exemplo, encontramos aqui com muita evidência nos contos “D. Q.”, “A larva” e “Huitzilopoxtli”.
Porém, suas histórias não são propriamente “terroríficas” e não visam causar medo, mas muito mais entreter o leitor através da magia da linguagem. Uma linguagem graciosa e onírica, ora leve, própria de textos de revista, ora intelectual e irônica, própria da estética modernista da qual ele foi o grande arauto em nosso continente. 

"O Modernismo foi para mim o movimento literário mais importante da literatura espanhola e foi muito injusto quando se disse que tudo o que eles escreveram já estava mais ou menos prefigurado e talvez ultrapassado em Hugo, em Verlaine. Mas esses livros estavam ao alcance de todos e no entantanto nem todos foram Rubén Darío."
Jorge Luis Borges


Contos: Thanathopia / O pesadelo de Honório / A estranha morte de frei Pedro / D. Q. / O conto de Martín Guerre / Conto de Páscoas / O pássaro azul / Conto de véspera de Natal / O caso da senhorita Amélia / O Salomão negro / A larva / Huitzilopoxtli.




A cidade adormecida
Marcel Schwob (2011)
Brochura, miolo em papel pólen bold 90gr, 116págs.
Formato: 20x12,5cm.
Tiragem de 50 exemplares.
Coleção Nimbus-15.
Tradução, introdução e notas de Camilo Prado.
Revisão de Márcio X. Simões.

R$ 18,00 (+ R$ 6,00 - registro módico)
 
Marcel Schwob (1867-1905) é todo vísceras e cores. Sua escrita fantástica é carregada de sangue, perfumes e alimentos, mesclados com aspectos sinistros e maldosos do ser humano, apresentados de uma maneira que poderíamos chamar de mágica. Nele a arte da escrita alcança as esferas mais altas da prosa francesa. Entre os simbolistas seu nome é quase um segredo, pois sua perfeição enquanto contista parece tocar de perto a poesia mais imagética e decadente de Maurice Rollinat ou as mais belas páginas de Villiers de L’Isle-Adam.
Nesta seleção o leitor encontrará doze contos que provam porque Schwob é um autor de raros leitores. Sua prosa se aproxima, em certa medida, daqueles franceses mau vistos devido ao seu exagerado gosto pelo extraordinário, pelo sonho e pelos narcóticos.
Leia o prefácio completo aqui.

Contos:
As embalsamadoras; A máquina de falar; O homem duplo; O incêndio terrestre; Os eunucos; O trem 081; Aracne; As estriges; O homem velado; A flauta; A peste; A cidade adormecida.



Um cavaleiro no céu - Ambrose Bierce (2011)
Brochura, miolo em papel pólen bold 90gr, 74págs.
Formato: 20x12,5cm.
Tiragem de 50 exemplares.
Coleção Nimbus-16.
Tradução de Renato Suttana.

R$ 10,00 (+ R$ 5,00 - registro módico)
Aquisição: edicoes.nephelibata@gmail.com

Ambrose Bierce (1842-191?), na maior parte de seus contos de horror, segue os passos do gato negro de Allan Poe (1809-1849) e certa ambientação familiar semelhante à de Nathaniel Hawthorne (1804-1864), aquela do americano médio – com a grande diferença de estar muito longe do puritanismo deste último. Em seus contos – de horror, suspense ou simplesmente estranhos – o lado mais negro e mórbido do ser humano caminha ao lado do risível e da estupidez. O que leva sua obra a ser por vezes classificada de “humor-negro”, de “sardônica”, ou mesmo de “satírica”.
Os clássicos elementos do fantástico nele se misturam a um realismo exacerbado e cruel. Suas formas narrativas são múltiplas, as perspectivas às vezes são paralelas, como no primeiro conto aqui selecionado, ou são tripla, como em A estrada ao luar. Muitas vezes o leitor é surpreendido no fim ou mesmo a meio caminho da história, e só ali é que perceberá a maestria de sua forma.

Leia o prefácio completo aqui.

Contos:
Um cavaleiro no céu; O dedo médio do pé direito; Numa noite de verão; O estranho; A estrada ao luar.

Renato Suttana (1966) é professor da Universidade Federal da Grande Dourados e autor dos livros Visita do fantasma na noite (2002), O livro da noite (2005), João Cabral de Melo Neto: o poeta e a voz da modernidade (2005), Bichos (2005), Uma poética do deslimite: poema e imagem na obra de Manoel de Barros (2009), Fim do verão (2009), Bicicletas (2010) e Qualquer um (2010), além de outros editados em formato eletrônico na internet. Tem traduzido para o português contistas e poetas de língua inglesa e espanhola




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